Qualificação: mulheres são capacitadas para atuarem na construção civil

A presença de mulheres vem crescendo gradativamente no ramo de construção civil (Euzivaldo Queiroz )

A participação delas ainda é tímida, mas vem crescendo gradativamente. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), as mulheres representam atualmente 20% de 90 mil trabalhadores do setor no Amazonas (18 mil profissionais).

Com objetivo de reduzir essas diferenças e dar oportunidade de trabalho ao público feminino, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) lançou ontem a primeira turma do curso “Mulheres na Construção Civil”, promovido com o financiamento da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

O curso com habilitação em “Revestimento cerâmico” e “Pintura em obras” será ministrado para 100 mulheres de baixa renda e que estão em situação de vulnerabilidade social, selecionadas pelo Ifam. Serão três turmas este ano, cada uma com duração de quatro meses.

O superintendente da Sudam, Djalma Mello, esteve no lançamento do curso, disse que o projeto é pioneiro no Amazonas e que a superintendência pretende estender o curso para outras capitais da Região. Ele explicou que a ideia do órgão é promover a inclusão social por meio da formação profissional. “A Sudam idealizou trabalhar com as mulheres, que tem mais dificuldade de conseguir emprego, que não tiveram formação profissional, nem tempo de estudar e tiveram que cuidar de criança. São mães solteiras que tem que sustentar a família. Como ter oportunidade sem ser qualificado? Por isso estamos dando o curso”, pontuou.

E por que na construção civil? “Porque mulheres são infinitamente melhores que os homens, são detalhistas e fazem muito melhor. Une o útil ao agradável. Estamos botando muita fé. É o primeiro curso que estamos fazendo e pretendemos estender para a Amazônia. Se der certo, vamos replicar”, informou Djalma.

E o trabalho das mulheres na construção civil já é notado. Segundo o presidente do Sinduscon-AM, Eduardo Lopes, afirma que estão se saindo muito bem. “Elas começaram em rejunte, limpeza, mas já estão em outras áreas de forma tímida, mas com qualidade superior de alguns homens”.

A pró reitora de Extensão do Ifam, Sandra Magni Darwich, disse que a formação do curso inclui disciplinas técnicas e de cidadania. Após a formação da primeira turma, o Ifam planeja marcar uma reunião com entidades de classe como Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-AM), Sindicato da Indústria da Construção Civil (Siduscon) e empresas do setor para inserir as novas profissionais no mercado de trabalho.

Fonte: CBIC