Estudo aponta alta de 6,94% no custo da construção civil de JF em 2014

Foi divulgado a avaliação anual do Custo Unitário Básico (CUB/m²) da Construção Civil na cidade em 2014. Pelo estudo feito pelo Sindicato da Construção Civil de Juiz de Fora (Sinduscon/JF) a variação do último ano ficou em 6,94%, acima do Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M), que foi de 6,74%, e do CUB estadual, calculado pelo Sinduscon-MG, que apresentou acumulou alta de 4,65%.

Comparado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pesquisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o CUB-JF teve também maior índice. O IPCA é utilizado como referência para o acompanhamento da evolução da inflação no país e acumulou no ano passado alta de 6,41%, 0,53% a menos que o custo da construção juiz-forana.

Entretanto, quando o olhar se vira para 2013, o CUB-JF apresentou uma queda. No ano retrasado o índice havia ficado em 9,18%, 2,24% maior do que em 2014. Assim como em 2013, os dois principais fatores da alta do índice local foram o custo dos materiais e o reajuste da mão de obra.

Perspectivas complicadas para 2015

As perspectivas para a indústria da construção civil em 2015 são complicadas, avalia o presidente do Sinduscon/JF, Leomar Delgado. “No setor público as empresas estão enfrentando problemas para receber. Já no privado nossos associados estão tendo que conviver com esta grande crise econômica pela qual o país passa e que não nos deixa vislumbrar como será o ano”, avalia.

Para deixar os construtores ainda mais preocupados a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Confiança da Construção (ICST) de fevereiro, que foi o pior nível da série, iniciada em julho de 2010, recuando 6,9% em relação ao mês anterior.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também registrou queda na atividade na indústria da construção em janeiro, ampliando a ociosidade do setor. O índice de evolução da atividade atingiu 36,9 pontos e o de número de empregados foi para 37,8 pontos (quando os números estão abaixo dos 50 pontos a indicação é de queda na atividade e no emprego).

“Será um ano difícil, disso já sabemos. Resta a nós buscarmos formas de estimular nosso setor e encontrar maneiras para continuarmos trabalhando”, chama a atenção Leomar.