Desaceleração da construção está mais forte

Para Ana Maria Castelo, economista da Fundação Getúlio Vargas, o cenário macroeconômico no país não tem ajudado a construção civil no Brasil. “O setor teve seu ápice em 2010, em termos de lançamentos, vendas e atividade, mas encontrou limites de mão de obra, disponibilidade de área e agora, precisa enfrentar o endividamento das famílias, que torna os bancos mais seletivos na hora de liberar financiamentos”, observa. “Tudo isso acabou gerando um movimento de ajuste, tanto na oferta quanto na demanda”, explica.

A economista lembra que o setor está entregando, hoje, obras iniciadas em 2010. “Temos menos obras agora em andamento”, diz. “Imaginávamos um cenário diferente em 2013, com um reforço das obras de infraestrutura. Mas está ocorrendo uma desaceleração mais forte que o esperado”, acrescentando que o cenário em 2013 é mais fraco que o estimado. “Estamos trabalhando com um crescimento de 3% do setor de construção civil neste ano, mas em face ao que estamos vendo que esse número deve ficar abaixo disso”.

Entre as incorporadoras em melhor situação estão a Tecnisa e a Cyrela.

” Encerrado o período de ajustes, a Tecnisa apresentou boa recuperação no primeiro trimestre de 2013. A perspectiva para 2013 é positiva, com resultados ancorados nas vendas do Jardim das Perdizes, em São Paulo”, avalia Wesley Bernabé, analista de construção do BB Investimentos.

Para o analista, também são esperados resultados mais consistentes da Cyrela em 2013.

CBIC