Construção civil tem salários iniciais que podem chegar a R$10mil

O bom momento da construção civil no Rio pode ser medido pela quantidade de canteiros de obras. Aquecida pelos grandes eventos que a cidade receberá – a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 -, essa é primeira de sete áreas promissoras que o EXTRA mostra a partir de hoje na série “Profissões do Futuro”. A cada quinzena, alunos, professores e profissionais experientes vão apontar as perspectivas das carreiras que estão em alta no mercado do Rio.

Engenheiros civis, arquitetos, designers de interiores e até gestores de negócios imobiliário estão entre os profissionais mais procurados no ramo da construção civil atualmente. O professor Márcio Suzano, do curso de Engenharia Civil da Universidade Veiga de Almeida (UVA), diz que a maioria dos seus alunos ingressa no mercado ainda durante da faculdade.

– O boom no mercado deve se manter pelos próximos cinco anos, pelo menos. A área de atuação que mais demanda profissionais são os canteiros de obras.

Com salários iniciais de R$ 4.500, em média, e que chegam a R$ 10 mil em pouquíssimo tempo, a Engenharia Civil atrai cada vez mais estudantes. Adriano Carvalho, de 24 anos, está no sexto período do curso no campus Barra da UVA e diz que a estabilidade do setor e o gosto por cálculo o fizeram optar pela carreira.

– Ver um prédio sair do chão e ficar pronto sempre me fascinou. Quando estava no terceiro período recebi proposta para estágio. Decidi esperar, e hoje vai fazer um ano que estou numa grande construtora.

De acordo com o diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio, Antônio Carlos Gomes, o número de empregos gerados no setor saltou de 1,3 milhão em 2007 para 2,6 milhões este ano. Além de profissionais de nível superior, os de nível médio também são disputados.

– Carpinteiros, pedreiros e eletricistas não ficam sem emprego – garante Gomes.

Engenheiro civil há 45 anos, Antônio Eulálio, ressalta que a construção civil passa por uma forte renovação:

– Entre os anos 80 e 90, houve estagnação. Vivemos uma retomada que atrai novos profissionais para a área.

Fonte: Extra Online